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Bem-vindo à Revolta! Espaço dedicado à divulgação da cultura punk
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cruster Site Admin

Joined: 04 Oct 2008 Posts: 155
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Posted: Fri Nov 06, 2009 11:20 pm Post subject: “Caos em Portugal” - Trabalho documental |
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Como um dos objectivos d'A Revolta é apoiar várias iniciativas que estejam relacionadas e sirvam para promover e desenvolver o punk, eis mais uma: Um trabalho no âmbito da disciplina de Documentação e Edição Musical realizado por Paulo Lemos, pessoa com créditos firmados e com provas dadas no meio punk português. Serve este tópico para o pessoal efectuar observações, correcções, sugestões, nomes, datas, lançamentos, etc, de modo a que o trabalho fique o mais completo possível. O Paulo verificará o tópico e agradecerá.
Obrigado pela colaboração!
“Caos em Portugal”
a história da contra-cultura punk portuguesa entre 1997-2004
Índice
I capítulo
Introdução............................................................................................................................01
II capítulo
Bandas através das décadas
70...................................................................................................................................02
80...................................................................................................................................03
90...................................................................................................................................04
Novo milénio..................................................................................................................05
III capítulo
Venues & Editoras................................................................................................................................06
IV capítulo
Facções dentro do movimento
Straight Edge..................................................................................................................07
Crust...............................................................................................................................08
Pop Punk........................................................................................................................09
Kasa Enkantada.............................................................................................................10
Estúdios................................................................................................................................11
V capítulo
Bandas marcantes do novo milénio
Sannyasin.......................................................................................................................10
Zootic..............................................................................................................................11
VI capítulo
Novas evoluções do punk rock & hardcore
Post-hardcore.................................................................................................................12
Indie Rock......................................................................................................................13
VII capítulo
Conclusão............................................................................................................................14
Anexos
Bibliografia
Discografia
Imagens
Letras
Notícias
Participantes
I capítulo
O Punk foi e continua a ser uma das contra-culturas urbanas com mais força a nível mundial. A agressividade da música conjugada com o chocante "uniforme" dos punks trouxe à Inglaterra e ao resto do mundo uma lufada de ar fresco a todos aqueles que viviam oprimidos com a pesada herança que os pais do rock dos anos 70 tinham parido: estrelato, músicas compridas e longos e melodiosos solos que impediam aos novos miúdos de expressar a rebelião que sentiam perante uma "dama de ferro" (Margaret Tatcher) e a vida fodida que tinham até então vidido.
Como é possível identificarmo-nos (sem ser a um nível platónico) com uma estrela de rock que parece inantingível? Hoje em dia as estrelas de rock perderam (e ainda bem) o pedestal ao qual se seguravam veementemente. Todavia, há cerca de 3 gerações atrás a realidade não era bem assim: Led Zeppelin, Pink Floyd e Rolling Stones - os dinosauros do rock que ainda hoje têm o respeito da comunidade rock - estas bandas em nada representavam as gerações pobres dos bairros londrinos! Como seria possível aos roqueiros da altura compreenderem uma juventude perdida quando ostentavam poder e esbanjavam rios de dinheiro em puro materialismo como limusines, concertos de rock com grandes artíficios, etc?
Embora hajam diversas discussões sobre o nascimento do Punk Rock, se este ocorreu com os Ramones nos EUA ou com os Sex Pistols na Inglaterra, facto inegável é que o "Nevermind the bollocks, here's the Sex Pistols" marcou uma geração (e provavelmente o mundo) vazia, revoltada e pobre. Estávamos no ano de 1977 e o álbum atingiu os charts ingleses como uma bomba atómica! Assistia-se pela primeira vez na Inglaterra a uma afronta directa à raínha Isabel e ao poder da monarquia. O single "God Save da Queen" tinha a raínha com um alfinete na boca (elemente caracterizador deste movimento) e foi proibído de passar nas rádios. Mesmo assim isso não impediu que o tema entrasse para o Billboard inglês e fosse dos álbuns mais vendidos da altura.
Existem diversas polémicas quanto à formação dos Sex Pistols se teria ou não sido um esquema do seu manager, Malcon McLaren, para juntar alguns "putos" (a idade da banda rondava entre os 17 e os 22 anos) de forma a rentalibilizar algum capital. Os mais puritanos de certeza recusarão esta ideia, mas a verdade é que o agente da banda antes de conhecer Johnny Rotten, Glen Mattlock, X, X, tinha uma loja chamada "Sex" onde vendia roupa considerada avant-garde para a altura mas que provavelmente seria uma loja da moda hoje em dia. Essa roupa consistia em roupa produzida artesanalmente e era colorida, chocante, e quem a vestiria num futuro próximo do passado então vivido, seriam os punks e os seguidores dos Sex Pistols e bandas do género.
Sid Vicious é hoje visto como uns dos verdadeiro punks e é com certeza o mais famoso elemento desta banda inglesa. Se virmos bem, a própria vestimenta do baixista é ainda hoje actual se a compararmos com a dos street punks actuais. O casaco de cabedal de motoqueiro (também utilizado por muitos metaleiros), a t-shirt sem mangas cortada em casa, o cadeado à volta dos pescoço, calças de cabedal (ou jeans) apertadas e o cabelo despenteado. Claro que o moicano (proveniente da tribo índia "Os Moicanos") é hoje em dia o elemento que ultrapassa todos os referidos anteriormente. É aquele que identifica facilmente um "punk". Embora tal seja verdade (mas também possa ser debatido após celebridades como David Beckham começar a usar este corte e incorporar um moicano que foi socialmente aceite e mesmo visto como fashion), o facto é que se repararmos nas bandas mais famosas da altura, os Ramones e os Sex Pistols, nenhum dos músicos destes projectos musicais tinha este corte de cabelo. E mais, os Ramones tinham cabelos longos com franjas, um corte que poderia ser até visto como conformista. Relembremo-nos dos Beatles que provocaram choque e furor com as suas franjas na Inglaterra nos 60. Os Beatles chocaram a comunidade com o seu visual. Os Ramones não.
Em oposição à caótica vida dos Sex Pistols, a simpática apresentação dos Ramones (calças de ganga apertadas, ténis, casaco de cabedal e franja) coincidia com a música que criavam. Enquanto que os ingleses criaram um punk rock "inaudível" (hoje em dia é considerado cool vestir uma t-shirt dos Ramones comprada na Zara ou Bershka e cantarolar Rockaway Beach enquanto que a maioria dos novos putos que entra na cena desconhece clássicos como Anarchy In The UK - vêem-se muitas poucas pessoas a vestir roupa que enderece os Sex Pistols em oposição aos Ramones), a banda americana criou temas de 3 acordes rápidos e com melodias que facilmente persistiram pelos tempos (Sheena Is a Punk Rocker, Blitzkrieg Bop, I Wanna Be Sedated são alguns exemplos).
A rivalidade entre as bandas era também uma realidade. Dita a lenda que os Ramones recusaram-se a actuar com os Sex Pistols porque supostamente não sabiam tocar. Ora se os Sex Pistols não sabiam tocar, muito menos o sabiam os Ramones. As suas músicas eram repetitivas (embora encantadoras) e baseavam-se na mais pura das simplicidades.
Outro facto histórico é a expulsão primeiro baixista dos Sex Pistols Glen McLock. (dizem mais uma vez as más linguas que Malcom McLaren esteve no meio deste processo). Fã acérrimo dos Sex Pistols e sempre presente nos seus concertos, Sid Vicious era o rei do cãos e detentor de uma imagem punk fortíssima. Contudo, e porque a imagem não é tudo (principalmente no punk!), este inglês não sabia tocar baixo. Mal conseguia tocar 3 notas seguidas! Mas isto não representou um problema para os Sex Pistols, tendo gravado XXX o baixo para o álbum. Os concertos das "pistolas sexuais" eram uma festa onde se apelava ao caos. Haviam diversas brigas e raramente terminavam um concerto devido à confusão que se gerava durante as suas actuações. A certa altura (?) os Sex Pistols tiveram de actuar sob o nome SPOT (Sex Pistols Secretly On Tour) porque os clubes recusavam a actuação da banda inglesa.
Mas então como chegou esta cultura ao nosso País? Claro que o fenómeno da globalização já se espalhava por todo o mundo e o punk rock não ficou imune à sua divulgação.
Os Faíscas e os Aqui d'El Rock foram os primeiros percursores do movimento punk português. Já em 78 (uma data relativamente recente se tivermos em conta que o lançamento do álbum dos Sex Pistols foi em 77), os Aqui d'El Rock lançaram um vinil chamado "Há que violentar o sistema!". Era um punk rock agressivo e político. E mais importante, era cantado em português! É verdade que o boom do rock português deu-se nos anos 80 e a maioria dos artistas cantavam em português, mas seria natural que ao importarmos uma cultura urbana estrangeira que cantássemos noutra lingua (vejamos o caso do Heavy Metal - raras ou nenhumas são as bandas portuguesas que cantam na sua lingua mãe).
Uma dessas bandas do boom rock português foram os UHF, que estiveram também nestas andanças do punk rock surgimento, chegando a partilhar o palco com os Ramones em XXX, num concerto mítico em XXX.
II capítulo
Anos 70
Aqui d'el Rock (78) lançam o vinil "Há que violentar o sistema" (fins dos anos 70)
Actualmente existem membros desta banda no projecto musical Clockwork Wise (2009) - Rattus
Os Faíscas (78) também são das primeiras punk nacionais, assim como os Bastardos do Cardeal
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Anos 80
Surge a primeira vaga de bandas punk com influências hardcore. O som torna-se mais agressivo, rápido e com influências americas.
Bandas:
Crise Total (1983) -> partilharam o palco várias vezes com os Xutos & Pontapés. Participaram num vinil gravado no mítico clube Rock Rendez-Vous também com Xutos e outras bandas. Criaram autênticos hinos nacionais do punk rock como "A crise continua", "Foi Portugal" ou "Assassinos no poder". A editora XXX vai lançar este ano um tributo à banda, nas quais participam XX bandas. Contam na sua discografia com uma K7 editada ao vivo no Rock Rendez Vou e com o cd "E a crise continua..." editada pela Fast'n'Loud em 1996. Este CD conta com as músicas que os Crise Total tocavam nos anos 80 e teria como capa o primeiro-ministro da altura, António Guterres, com um moicano. Embora nos anos 80 tivessem Manolo como vocalista, este estava em Inglaterra aquando da gravação do CD, por isso os Crise Total convidaram Xico Punk (ex-Subcaos) para gravar as vozes deste álbum.
Kú de Judas (1982) -> conta com uma figura mítica do punk rock nacional, João Ribas, que por sua vez funda os Censurados com Samuel Cohen (que toca actualmente em Rádio Macau) e com João Pedro Almendra que fundaria os Peste & Sida. Dos Kú de Judas ficaram os famosos concertos no Rock Rendez Vou, dos quais surgiu uma demo K7 e a compilação da Fast'n'Loud que inclui 11 temas, tais como "Anti-Cristo", Vítimas do sistema", "Já estou farto" e "Histórias da minha avó".
Mata-Ratos (83)
Capitão Fantasma
Alien Squad (89) -> por sua vez, os Injusticed League (anos 90) têm membros de Alien Squad
Peste & Sida -> Terminam e tornam-se os Despe & Siga para regressar em 2004 (?), grande parte devido à revolta que sentiram quando a label Espanta Espírito editou sem a sua permissão a colectânea "A verdadeira história dos Peste & Sida".
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Anos 90
Bandas LX
Subcaos
X-Acto -> A mais importante banda SXE nacional; deram origem aos Sannyasin e depois do término desta, o desfecho final deste grupo de amigos terminou com o suicídio do vocalista Rodrigo.
Alcoore
Human Beans
Estas primeiras quatro bandas pertenciam à editora MDC [Making Hardcore a Classic], que inicialmente se chamava Rage Records. Devido a conflitos de autor, tiveram que mudar o nome da label. Lançaram em 94 (?) uma compilação que foi um marco na cena nacional, o Força de Intervenção. Esta era colectânea política que apoiava uma intervenção social e apelava ao vegetarianismo. Cada banda participou com 5 (?) temas. As letras vinham no booklet do CD e tinham tradução em inglês, pois existiu uma distribuição europeia e se no punk a coisa mais importante é a mensagem, é deveras importante que seja compreendida por todos.
As bandas da MDC ensaiavam todas juntas (e com Simbiose também) na mítica "Garagem", na linha de Sintra.
Simbiose
Força Interior -> deram origem aos New Windos e a posteriori aos These Hands Are Fists
Atrofiados
MAD -> O vocalista Miguel gravaria as vozes para segundo álbum dos Crise Total, "Suicídio Involuntário", substituindo assim Xico Punk.
Corrosão Caótica
Injusticed League
Porcos Sujos -> Libelinha toca nesta banda e também nos X-Acto
Anti-porcos -> deram origem aos Pé-de-Cabra
Metralhas
Censurados -> deram origem aos Tara Perdida
Cruz da Pedra (Almada)
Omited Grass Reacion (Almada)
Intervenzione (Aveiro)
Pura Repressão
Bandas Porto
Renegados do Boliqueime
Má Fama
Coimbra
Hud Sabão
Inkisição (Aveiro) -> o projecto paralelo desta banda eram os ARGHH!!
Foragidos da Placenta
Mentes Podres (Aveiro)
Figueira da Foz
Não existiram bandas punk na Figueira da Foz até anos 90.
A primeira foi então:
Milraz (96/96) -> Deu origem aos Deskarga Etílika (99), que era um projecto paralelo, mas que acabou-se por tornar a banda principal destes músicos.
Regiões Autónomas
Sangue ou Punk (Açores)
Faro
Pointing Finger
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Anos 00
Lisboa
Barafunda Total
Decreto 77 (Almada)
Left Hand
Piss!!
Ervas Daninhas (Pinhal Novo)
Região Centro
Atake Kardiako (Coimbra)
Deskarga Etílika (Figueira da Foz)
Fitacola (Coimbra)
Raivel (Coimbra)
White Lie (Coimbra)
Porto
Soda Kaústica
Regiões Autónomas
Resposta Simples (Açores, Ilha Terceira)
Manifesto (Açores, Ilha Terceira
Punkrias (Açores, Ilha Terceira)
Ao chegarmos ao desfecho final deste livro deparamo-nos com um dos capítulos mais triste deste movimento nacional, o suicídio do vocalista de Sannyasin, Rodrigo (?). Atirou-se da ponte 25 de Abril no dia X de 2004. As causas são desconhecidas, mas projectou a sua liberdade final ao relacionar a sua morte com uma das datas mais marcantes portuguesas, a da queda da ditadura nacional. Infelizmente nunca tive a oportunidade de o conhecer, mas sei que demasiados perderam uma família, um irmão e um amigo. Marcou a vida de muitas pessoas, tanto a nível de amizades como a nível do movimento do punk hardcore nacional. A sua vida teve um grande impacto na minha e na de muitas pessoas que o conheceram como pessoa ou através do seu trabalho enquanto músico. Perdeu-se um grande homem e o punk rock nacional ficou de luto e mais pobre ao perder uma importante identidade como o Rodrigo. Um bem haja!
III capítulo
Os sítios míticos de concertos eram então:
Anos 80
A Teia (Lisboa)
Rock Rendez-Vous (Lisboa)
Johnny Guitar (Lisboa)
Anos 90
Al a Praia (Cascais)
Academia de Linda-a-Velha (Linda-a-Velha)
Jukebox (Lisboa
Centro de Trabalhadores de Celas (Coimbra)
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Editoras
Fast and Loud -> Selo português, que tinha por suas bases o punk e hardcore, fundada em 1994 por Filipe Marques e Ludwig S. Reiche. Começou por ser uma distribuidora que funcionava por correio, passando pouco tempo depois a ser editora e a promover concertos (GBH, Toy Dolls, etc) e tournês (Mata Ratos, Garotos Podres). Foi uma das mais importantes do punk rock nacional. Editaram dezenas de CDs, entre eles Crise Total, as colectâneas Vozes da Raiva e Caos em Portugal e até mesmo Ratos de Porão.
Slime Records (fundada por Bibi [tinha banda?] deu origem à editora Ataque Sonoro)
O 1º CD de Corrosão Caótica
Split X-Acto / Inkisição
1º single dos Tormentor
Anti-Corpos (fundada por Jonnie dos Simbiose)
El Tatu -> Editora do Tim dos Xutos & Pontapés, que editou nos anos 90 os primeiros 2 álbuns (?) de Censurados
Impulso Atlântico -> Editora açoriana dos Resposta Simples e amigos. O seu primeiro lançamento foi a demo da banda punk açoriana Manifesto.
I CAN C U -> Produtora de espectáculos alternativos de Faro. Conta na sua direcção com Rafael "Punkecas", que foi baixista de Pointing Finger, vocalista de 100 Surrados e passaria também pelos BlackSunRise. Além da produtora, esteve também involvido na produção de fanzines, e-zines e até mesmo uma pequena editora DIY.
Xuxa Jurássica -> A maior produtora de espectáculos alternativos nacionais. O seu "chefe" é Xibanga que é dono também do conhecido bar do bairro alto "Boca do Inferno". Esta editora foi fundada em 99 (?) e desde então já produziu dezenas de espectáculos marcantes como a Vans Warped Tour, NOFX, Madball, Municipal Waste, etc... Xibanga teria também uma banda no início do milénio chamda Helvisonfire.
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Até 94, existiam muitas bandas. Embora existisse a sub-divisão de grupos dentro do punk, era usual a presença de todos nos concertos.
No fim dos anos 90, à excepção de Simbiose, não existiam bandas Crust nacionais.
IV capítulo
Straight Edge
Inícios[anos 90]
X-Acto
No Opression
Fins anos 90
New Winds
Time-X
Fight for Change
Renewall
The Fiends
Crust
Simbiose
The Fiends
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Estúdios
Gar (Amadora)
STS (Sacavém) -> Aqui gravaram Subcaos e Simbiose
Tcha-Tcha-Tcha (estúdio de Zé Vasco [trabalha com os Ena Pá 2000 e os Irmãos Catita] e Cajó [técnico de som dos Xutos & Pontapés] - Gravaram neste estúdio os Pé-de-Cabra, Censurados, entre outros
Burning Desire (Bombarral) -> Estúdio de João "Buga" (tocou em Mr. Ed Figadus, SickSixSix, Violência Violenta, etc...) - gravaram aqui lendas do hardcore e punk nacional como os Pointing Finger e Sannyasin.
Estúdios Margem Sul (Almada) -> Estúdio de Xico (é actualmente técnico de som dos UHF) - outro estúdio mítico; gravaram bandas como Renewall, Simbiose, As Good as Dead, Liberation, Shoal, etc...
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Kasa Enkantada (Lisboa)
Ponto de encontro da sociedade alternativa portuguesa, eram frequentes os concertos neste espaço cultural (quase todos os fins de semana). Ao fim de 6 anos de existência, foi demolida em 2002 por ordem do então Presidente da Camâra Pedro Santa Lopes. De modo a compensar a perca da Kasa Enkantada, a autarquia ofereceu aos okupas um T1 em Chelas, que foi prontamente recusado pelos mesmos. Actualmente encontra-se na Praça de Espanha um espaço vazio com um graffiti "Aqui havia vida...". A Kasa Enkantada possuía biblioteca, eram organizados diversos concertos benefits em prol de associações culturais, humananísticas e de defesa dos direitos dos animais. Eram também aqui frequentes os jantares vegetarianos e raramente existiam problemas com os vizinhos.
Existiram também casas ocupadas em Setúbal e em Torres Vedras. Nesta última cidade a existência da okupa durou apenas alguns meses, devido a conflitos com neo-nazis.
V capítulo
Zootic
Banda política do novo milénio de extrema importância. Os seus membros eram provenientes de diversas bandas marcantes da cena nacional. Foram editadas pela editora dos Sin Dios (banda lendária anarco-punk espanhola), La Idea. O seu álbum "Coisa Nenhuma" tinha as letras em português, inglês e francês. Além disso, as suas letras também passavam por estes 3 idiomas. Depois de terminaram em 2004 (?), a editora Regulator Records e a Anti-Corpos (?) editaram um split entre Zootic e Sannyasin.
O baixista desta banda (?) prosseguiu a sua carreira musical em Poormanstyle (reggae) que por sua vez tornaram-se em 20Pás8.
Jonnie, baterista da banda, tocou (e toca actualmente) em Simbiose, SickSixSix, LôvDaXit, Crise Total e Albert Fish.
Sannyasin
Editaram em 2002 uma demo tape chamada "For Those Who Crucify Us..." e a capa exibia um punk a ser detido por 2 polícias, denunciando assim a opressão que é sofrida por quem tenta alterar o sistema político vigente. Depois, como foi acima referido, foi editado um split com Zootic.
Esta banda surgiu depois de X-Acto e contribuiu imenso para o movimento nacional, tanto em termos sonoros como em termos idealísticos.
Sega
X-Acto (guitarrista)
Human Beans (baterista)
Vicious 5 (baterista)
Quim
Renewall (baixista)
Vicious 5 (vocalista)
Gazela
Croustibat
VI capítulo
Post-Hardcore & Indie Rock
Actualmente, muitas das bandas nacionais que existem têm membros provenientes do underground nacional.
Linda Martini
Helder (baterista)
Shoal
If Lucy Fell
Linda Martini
André (guitarrista e vocalista)
Killing Barbie (?)
Riding Panico
Mike Ghost
For The Glory (baterista)
MenEater (vocalista e guitarrista)
Riding Panico (guitarrista)
Tiago Guillul
Lacraus (guitarrista)
Radio Macau
Samuel Cohen (baterista)
Censurados
VII capítulo
Conclusão
Discografia
Anos 70
Aqui del Rock "Há que violentar o sistema", 78(?)
Faíscas, "?"
Anos 80
Mata-Ratos, "demo (?)", 83 (?)
Hud Sabão, ___, ____
Peste & Sida, "Veneno", ___, 1987
Peste & Sida, "Portem-se bem, ___, 1989
Anos 90
Alcoore, "Vale das Flores", Rage Records, ___
Alien Squad, "From alienation to an alien nation", ___, ___
Alien Squad, "Sons of a Switch", ___, ___
Alien Squad, "Order not Government", ___, ___
Censurados, "Censurados", El Tatu, 1990 (?)
Censurados, "Confusão", El Tatu, ____
Censurados, "Sopa", EMI, ___
Crise Total, "A Crise Continua", Fast'n'Loud, 1996
Força Interior, "Ser Livre (?), ____, ____
Last Hope, "Merry Xmas Motherfuckers", ___, ___
Mata-Ratos, "Rock Radioactivo", EMI, 1991
Mata-Ratos, "Estás Aqui, Estás Ali", __,_____
Mata-Ratos, "Sente o Ódio", Fast and Loud, _____
Subcaos / Genital Deformities, Rage Records, ___
Simbiose, K7 (?)____, _____
Subcais, K7, ___, ___
Renewall, "Dead Man Can't Fly", ___, ____
Porcos Sujos, ___, ___, ____
X-Acto, "Harmony as One", Ataque Sonoro, ___
X-Acto / Inkisição, Split, Slime Records, ___
X-Acto, "Somos Uma Só Voz", Rage Records, ___
V/A CD, "Força de Intervenção", Making Hardcore a Classic, 94 (?)
V/A K7, "Juntos Contra a Tourada", ___, ___
V/A CD, "Caos em Portugal, Fast and Loud, ____
V/A CD, "Vozes da Raiva", Fast and Loud, ___
V/A CD, "Vozes da Raiva 2", Fast and Loud, ___
V/A CD, "Vozes da Raiva 3", Fast and Loud, ____
Anos 00
Acromaníacos, "Quê Lète???", ___, ____
Albert Fish, Strongly Recommended, Anti-corpos / Zero Work Records, 2002
Corrosão Caótica, ___, ___, ____
Crise Total, Suicídio Involuntário, Zero Works, ___
Fight For Change, ____, ____, _____
Injusticed League, ______, Rastilho, 2004
Deskarga Etilika, "Apunkalypse Now", Kaput Records, 2001
Ervas Daninhas, "Barulho e Confusão", Edição de Autor, 2001
Ervas Daninhas, "O Regresso do Barulho e da Confusão", Edição de Autor, 2002
Mata-Ratos, "Deus, Pátria e Família", Rastilho, 2003
Mata-Ratos, "És um Homem ou és um Rato?", Rastilho, 2004
New Winds, K7(?), ____, ____
New Winds, ____, Dead King Records, _____
Omited Grass Reaction, Núcleo Duro, Spoc Records, 2001 (?)
Peste & Sida, "Veneno",___, 2004
Pointing Finger, _____, _____, _____
Pointing Finger, "Get In The Way", Edição de Autor, 2001
Renegados do Boliqueime, "Ao Vivo No Hardclub", ___, ___ (?)
Resposta Simples, "Resposta Simples", Edição de Autor, 2003
Sannyasin, "For Those Who Crucifiy Us", Edição de Autor, 2002
The Fiends, "Skate or Die!", Edição de Autor, ___
Time-X / Seize The Day, ___, ____, ____
Time-X, _______, ____, ___
Time-X, ____, ___, ____
Trinta e Um, "O Cavalo Mata", Zona Música, ____
Last edited by cruster on Sun Nov 08, 2009 2:35 pm; edited 1 time in total |
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Razor
Joined: 19 Oct 2008 Posts: 100
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Posted: Sat Nov 07, 2009 1:25 am Post subject: Re: “Caos em Portugal” - Trabalho documental |
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| cruster wrote: |
| Actualmente existem membros desta banda no projecto musical Clockwork Wise (2009) - Rattus |
Clockwork Boys
No geral um excelente trabalho de recolha. Na minha opinião podia-se ter falado um bocado nos Xutos, hoje podem ser o que são mas albuns como "78/82" e "Cerco" são bons albuns punk, com uma enorme atitude e boas letras. Via-se sempre muitos punks nos concertos de Xutos nos anos 80.
Também acho que falta mencionar a importante compilação em 7" "Change Now" (faixas exclusivas de Corrosão Caótica, Subcaos, X-Acto, Alcoore e Inkisição).
Omitted Grass Reaction não eram de Almada mas dos arredores de Lisboa, julgo que de Loures.
Outro local em Lisboa onde nos anos 90 havia muitos concertos era a Vendedores de Jornais, cheguei a ver lá os míticos MDC em 1994.
Não concordo que em finais dos 90s Simbiose fosse a unica banda crust, estou-me a lembrar dos Motorcharge do Libe dos Subcaos, era banda muito activa ao vivo por essa altura e chegaram a gravar uma demo.
Sobre Censurados, pode-se referir a banda que o Orlando Cohen teve nos 90s, os Porta-Voz, uma boa banda punk rock (o vocalista hoje está nos Revolta).
Fala-se ali no "Samuel Cohen", nos Censurados havia o Samuel e o Orlando Cohen, o Samuel também tinha o apelido Cohen? |
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o Quisto
Joined: 08 Oct 2008 Posts: 24
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Posted: Sat Nov 07, 2009 11:03 am Post subject: |
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| Não, o Samuel era Palitos |
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Punkalha
Joined: 13 May 2009 Posts: 56
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Posted: Sat Nov 07, 2009 4:34 pm Post subject: |
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Exacto! Eu fiquei á toa quando falava no "Samuel Cohen", pensei que havi mais um "familiar" do Orlando ou então do Samuel
Também acho que é fundamental falar dos Xutos, assim como outras bandas não mencionadas como os éfemeros Vómito de Queluz, e até mesmo falar dos Gazua nesta época. |
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the price of apathy
Joined: 06 Jan 2009 Posts: 195
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:35 pm Post subject: |
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| é fixe esse trabalho, mas obviamente está incompleto, se o pessoal poder ir aqui juntando info era fixe.nos anos 90 e inicios de 00 houveram mt mais bandas. |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:37 pm Post subject: Re: “Caos em Portugal” - Trabalho documental |
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| Razor wrote: |
| cruster wrote: |
| Actualmente existem membros desta banda no projecto musical Clockwork Wise (2009) - Rattus |
Clockwork Boys
No geral um excelente trabalho de recolha. Na minha opinião podia-se ter falado um bocado nos Xutos, hoje podem ser o que são mas albuns como "78/82" e "Cerco" são bons albuns punk, com uma enorme atitude e boas letras. Via-se sempre muitos punks nos concertos de Xutos nos anos 80.
Também acho que falta mencionar a importante compilação em 7" "Change Now" (faixas exclusivas de Corrosão Caótica, Subcaos, X-Acto, Alcoore e Inkisição).
Omitted Grass Reaction não eram de Almada mas dos arredores de Lisboa, julgo que de Loures.
Outro local em Lisboa onde nos anos 90 havia muitos concertos era a Vendedores de Jornais, cheguei a ver lá os míticos MDC em 1994.
Não concordo que em finais dos 90s Simbiose fosse a unica banda crust, estou-me a lembrar dos Motorcharge do Libe dos Subcaos, era banda muito activa ao vivo por essa altura e chegaram a gravar uma demo.
Sobre Censurados, pode-se referir a banda que o Orlando Cohen teve nos 90s, os Porta-Voz, uma boa banda punk rock (o vocalista hoje está nos Revolta).
Fala-se ali no "Samuel Cohen", nos Censurados havia o Samuel e o Orlando Cohen, o Samuel também tinha o apelido Cohen? |
Olá Razor,
Essa info do Clockwork Wise foi-me dada pelo Jonnie dos Simbiose, mas isso fez-me realmente um bocado de confusão que nunca tinha ouvido falar dessa banda. Podes dizer-me então que membro dos Aqui D'El Rock se encontra nos Clockwork Boys?
Sim, quanto aos Xutos também vou adicionar ao trabalho mais info no futuro. Isso que dizes dos punks nos anos 80 que marcavam presença nos concertos de Xutos é mto verdade, basta relembrarmos por exemplo o mítico concerto de Xutos e Crise Total no Incrível Almadense. Ainda hoje em dia ouço histórias dessa altura. Assim, no princípio estou a tentar concentrar-me nas bandas mais underground, as quais é sempre mais difícil obter informação e depois aí irei recolher mais info sobre os Xutos. Mas fica já anotada a info que deste da banda
Sim, tens toda a razão, os OGR eram de Loures, fiz confusão. Tal como também a questão do Samuel. Acabei por misturar os nomes! Deste modo, estavam na banda o Samuel e o Orlando Cohen, não tendo qualquer grau de parentesco
Desconhecia esse projecto dos Motorcharge do Libe e também a Vendedores de projectos. É possível arranjares-me mais info sobre estes 2?
Obrigado pelo apoio e informação! |
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the price of apathy
Joined: 06 Jan 2009 Posts: 195
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:38 pm Post subject: |
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se o pessoal poder ir aqui juntando info era fixe. nos anos 90 e 00 houveram mt mais bandas.  |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:53 pm Post subject: |
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| Punkalha wrote: |
Exacto! Eu fiquei á toa quando falava no "Samuel Cohen", pensei que havi mais um "familiar" do Orlando ou então do Samuel
Também acho que é fundamental falar dos Xutos, assim como outras bandas não mencionadas como os éfemeros Vómito de Queluz, e até mesmo falar dos Gazua nesta época. |
Sim, claro. Os Vómito serão referenciados no trabalho, tal como já mencionei acima, os Xutos também. Encontrei esta info no site do Billy sobre a banda de Queluz e em princípio este será o núcleo da info da banda http://billy-news.blogspot.com/2008/10/vmito-banda-punk-de-queluz.html Se alguém tiver mais alguma info extra, agradeço a disponbilidade dessa informação.
Quanto aos Gazua, embora já os tenha visto uma vez (em Loures penso eu, com Tara Perdida na apresentação do CD Lambe-Botas) e tenha gostado do seu espectáculo, este trabalho só vai falar da história do punk português até 2004. Como os Gazua só iniciaram o projecto em 2005, infelizmente ficarão fora deste... Contudo, estão mencionadas no trabalho as antigas bandas e importantes que os membros dos Gazua passaram, tais como os Corrosão Caótica, MAD, Spitz Buben. |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:56 pm Post subject: |
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Também convém dizer que tenho vindo a actualizar o trabalho nestas últimas semanas. Tenho já mais um texto sobre a antiga Kasa Enkantada e também sobre os Zootic e Sannyasin.
Seria óptimo se alguém me pudesse dar info e/ou experiências pessoais vividas na casa okupa da Praça de Espanha para complementar o que já tenho escrito:
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Uma Kasa Okupada é uma Kasa Enkantada...
A frase provém do título de uma canção da banda espanhola anarco-punk Sin Dios, que apelava à ocupação e à criação de espaços culturais; assim os um colectivo de jovens ocupou um espaço tornando-o “encantado” ao chamar-lhe “A Kasa Enkantada” de Lisboa. Encontrava-se na Praça de Espanha e era o ponto de encontro da sociedade alternativa portuguesa e eram frequentes os concertos neste espaço cultural (quase todos os fins de semana). Fundada em 1997 foi demolida ao fim de 5 anos de existência em 28 de Agosto de 2002, por ordem do então Presidente da Camâra Pedro Santa Lopes. De modo a compensar a perca da Kasa Enkantada, a autarquia ofereceu aos okupas um T1 em Chelas, que foi prontamente recusado pelos mesmos. Embora a CML tivesse planos de utilizar o espaço da Kasa Enkantada para uma construção que não foi explicada aos okupas, sctualmente encontra-se na Praça de Espanha um espaço vazio com diversos graffitis de protesto, tais como “Tanta casa sem gente, tanta gente sem casa”, "Casa enkantada / Buraco encantado" e “Demolir casas não destrói pessoas”. A Kasa Enkantada possuía biblioteca e entre os espectáculos que lá eram organizados, contavam-se diversos concertos benefits em prol de associações culturais, humananísticas e de defesa dos direitos dos animais. Eram também aqui frequentes os jantares vegetarianos e raramente existiam problemas com os vizinhos.
Dois anos após o encerramente da Kasa Enkantada, após várias tentativas falhadas de ocupação, vários colectivos maioritariamente anarquistas juntaram-se e trabalharam em conjunto no sentido de arranjar um novo espaço. Deste modo, encontraram uma velha escola secundária que esteve na posse de uma instituição de caridade e que pertencia na altura a um privado que pretendia a aprovação da Câmara Municipal de Lisboa para vender o prédio para a construção de apartamentos de luxo. Após a okupação, foram criadas várias actividades na nova Kasa Enkantada como Educação Física, aulas de Kung Fu, projecção de filmes, aulas de dança, entre outros. O colectivo anarquista disponibilizava abria a casa ao grande público e incentiva o mesmo para a utilização do espaço e realização qualquer tipo de actividade cultural que pudessem eventualmente estar interessados. Esta nova okupa localizava-se na Rua do Passadiço nº 26 Lisboa e era possível lá chegar através da estação de metro Avenida. |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:57 pm Post subject: Zootic e Sannyasin |
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E quanto ao artigo dos Zootic e Sannyasin...
Ao entrarmos no novo milénio, o movimento punk hardcore começou a afastar-se e a reunir-se sub-grupos cada vez mais separatistas. Com o fim dos X-Acto, muitos foram os que ficaram desiludidos com a cena portuguesa e até houve quem abandonasse o movimento. Assim, poucas foram as bandas que surgiram neste novo século que ficaram fiéis às raízes originais do que tinha sido até então construído. O sonoro pop-punk tipicamente californiano começou a popularizar-se novamente com bandas como os Blink182, Yellowcard, Simple Plan, entre outras e tal reflectiu-se no punk português.
As novas gerações começaram a afastar-se do discurso político e a criar um som mais acessível e com um conteúdo lírico que abordava diversos temas tipicamente colegiais como raparigas, alcool e festas. Assim, assistiu-se a um decréscimo de bandas politicas activamente e desde a entrada no novo milénio até 2004, encontramos somente três bandas que foram verdadeiramente marcantes para a contra-cultura punk portuguesa. São estas os Zootic e Sannyasin.
Os Zootic uma banda política de extrema importância. Os seus membros eram provenientes de diversas bandas da cena nacional como os Simbiose. Editaram primeiramente uma K7 de nome “Viver um pouco melhor”. Esta demo foi uma edição de autor da banda e continha um booklet com as letras traduzidas em português, inglês e francês. (os Zootic também intercalavam as suas músicas e letras nestas três linguas). Depois desta K7, foram editadas pela editora dos Sin Dios (banda lendária anarco-punk espanhola), La Idea. Seguindo a tradição, o seu álbum "Coisa Nenhuma" tinha as letras em português, inglês e francês.Depois de terminaram em 2004 (?), a editora Regulator Records e a Anti-Corpos (?) editaram um split entre Zootic e Sannyasin. O baixista desta banda (?) prosseguiu a sua carreira musical em Poormanstyle (reggae) que por sua vez tornaram-se em 20Pás8. Jonnie, baterista da banda, tocou em SickSixSix, LôvDaXit, Crise Total e Albert Fis; actualmente é um dos vocalistas de Simbiose.
Os Sannyasin editaram em 2002 uma demo tape chamada "For Those Who Crucify Us..." e a capa exibia um punk a ser detido por 2 polícias, denunciando assim a opressão que é sofrida por quem tenta alterar o sistema político vigente. Depois, como foi acima referido, foi editado um split com Zootic. Esta banda surgiu depois do término de X-Acto e contribuiu imenso para o movimento nacional, tanto em termos sonoros como em termos idealísticos. Apresentavam um som muito mais agressivo que a banda anterior e desta vez cantavam somente em inglês. Passados dez anos (?) de carreira com os X-Acto, pretenderam assim começar um novo projecto e apresentar novas ideias com uma nova sonoridade. Tais razões prendem-se devido à evolução do seu pensamento, pois quando começaram a banda tinham à volta de 16/17 anos e passados dez anos, a adolescência desapareceu, embora os ideiais continuassem forte. Contudo, os X-Acto sentiam-se presos ao conceito que a banda tinha apresentado ao longo da sua carreira e concluiram que a única forma de fugir às expectativas sonoras e políticas que o seu público criou seria iniciar um novo projecto. Após terminarem, apenas Sega que era o guitarrista de X-Acto e Sannyasin (?), tinha um projecto paralelo nos anos 90, que eram os Human Beans, continuou na cena musical portuguesa a tocar bateria para os Vicious 5. |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sat Nov 07, 2009 7:58 pm Post subject: |
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| o Quisto wrote: |
| Não, o Samuel era Palitos |
Tks pelo esclarecimento És o Quisto dos Dokuga? |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sat Nov 07, 2009 8:00 pm Post subject: |
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| the price of apathy wrote: |
se o pessoal poder ir aqui juntando info era fixe. nos anos 90 e 00 houveram mt mais bandas.  |
Claro, o importante é o pessoal reunir-se e trocar ideias, nomes de bandas e histórias! E isto é válido não só para as bandas mais "conhecidas" dentro do meio, mas também para as bandas que existiam na periferia, interior de Portugal ou em sítios mais remotos! Porque o Punk também existiu e continuará a existir em tais lugares! E para este trabalho seria também importante referir isso  |
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o Quisto
Joined: 08 Oct 2008 Posts: 24
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Posted: Sat Nov 07, 2009 10:39 pm Post subject: |
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| scaramouche wrote: |
| o Quisto wrote: |
| Não, o Samuel era Palitos |
Tks pelo esclarecimento És o Quisto dos Dokuga? |
Sim. E tu és o Paulo de Resposta Simples?
Last edited by o Quisto on Sat Nov 07, 2009 11:05 pm; edited 1 time in total |
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Razor
Joined: 19 Oct 2008 Posts: 100
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Posted: Sat Nov 07, 2009 10:57 pm Post subject: Re: “Caos em Portugal” - Trabalho documental |
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| scaramouche wrote: |
Essa info do Clockwork Wise foi-me dada pelo Jonnie dos Simbiose, mas isso fez-me realmente um bocado de confusão que nunca tinha ouvido falar dessa banda. Podes dizer-me então que membro dos Aqui D'El Rock se encontra nos Clockwork Boys?
Desconhecia esse projecto dos Motorcharge do Libe e também a Vendedores de projectos. É possível arranjares-me mais info sobre estes 2? |
O Serra participou numas gravações dos Clockwork Boys, tocou bateria em 3 musicas (inclusive a cover "Há Que Violentar o Sistema"), julgo que nunca fez parte da banda, foi mais uma participação entre amigos.
www.myspace.com/clockworkboys
A Vendedores de Jornais é um clube recreativo que existe (ou existia) para os lados de Santos, na 1ª metade dos 90s fazia-se lá muita coisa dentro do punk/HC e metal. Os MDC tocaram lá, tenho ideia que também Oi Polloi, muitas bandas portuguesas da altura... Muito boa sala, é pena que não se faça lá nada, se ainda existir.
Motorcharge tocavam muito em Lisboa no final dos 90s, bom crust/d-beat, vi-os um par de vezes, inclusive no Ritz; era o Libe, na voz era uma tipa que era a Rita... Gravaram uma demo, tenho-a algures para aí gravada mas não tem capa nem sei o nome das musicas, é melhor pedires mais informação ao Libe. |
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scaramouche
Joined: 07 Nov 2009 Posts: 13
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Posted: Sun Nov 08, 2009 3:42 am Post subject: Re: “Caos em Portugal” - Trabalho documental |
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| Razor wrote: |
| scaramouche wrote: |
Essa info do Clockwork Wise foi-me dada pelo Jonnie dos Simbiose, mas isso fez-me realmente um bocado de confusão que nunca tinha ouvido falar dessa banda. Podes dizer-me então que membro dos Aqui D'El Rock se encontra nos Clockwork Boys?
Desconhecia esse projecto dos Motorcharge do Libe e também a Vendedores de projectos. É possível arranjares-me mais info sobre estes 2? |
O Serra participou numas gravações dos Clockwork Boys, tocou bateria em 3 musicas (inclusive a cover "Há Que Violentar o Sistema"), julgo que nunca fez parte da banda, foi mais uma participação entre amigos.
www.myspace.com/clockworkboys
A Vendedores de Jornais é um clube recreativo que existe (ou existia) para os lados de Santos, na 1ª metade dos 90s fazia-se lá muita coisa dentro do punk/HC e metal. Os MDC tocaram lá, tenho ideia que também Oi Polloi, muitas bandas portuguesas da altura... Muito boa sala, é pena que não se faça lá nada, se ainda existir.
Motorcharge tocavam muito em Lisboa no final dos 90s, bom crust/d-beat, vi-os um par de vezes, inclusive no Ritz; era o Libe, na voz era uma tipa que era a Rita... Gravaram uma demo, tenho-a algures para aí gravada mas não tem capa nem sei o nome das musicas, é melhor pedires mais informação ao Libe. |
okay mto obrigado!  |
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